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sexta-feira, 4 de junho de 2010

EDUCAÇÃO - Projeto Bem Ti Vi - por Sírlia Lima




Professora Sírlia Lima

Já faz tempo que educo


E começo a meditar

O que falta acontecer

Para a educação deslanchar

Fico sempre refletindo

Buscando solucionar



O tempo vai passando

Como areia na ampulheta

A educação engessou

Não mudou a silhueta

O aluno evadiu

Pouco dela se aproveita



Fui pensando bem profundo

Mergulhei nesse pensar

A questão do letramento

Comecei a imaginar

Lembrei-me de Paulo Freire

Comecei a me inspirar



Senti que não devemos

Andar na contra mão

Ou se usa o que tem

Ou não faz educação

Lembrei-me lá de Angicos

Projeto de Pé no chão



O Freire valorizava

O real em nosso plano

O trabalhador entendia

Sentia-se mais humano

Sendo valorizado

Saia do desengano



Meu pensamento é constante

Não pára de questionar

O que devemos fazer

Para esse quadro mudar

Sacudirmos a escola

Para a educação balançar



Não sou uma andorinha

Mas também já sei voar

Eu sou uma Bem ti vi

Que vive sempre a buscar

Novas possibilidades

Inovando o educar



A saída não é longe

Já aponta um caminho

De fomentar a leitura

Trazer o aluno pro ninho

Que é a nossa escola

Enchê-la de passarinho



Eu sei que na escola

Todos cumprem seu papel

Vamos diversificar

Pelos versos do cordel

Descobrir novos talentos

Encontrar favos de mel



No projeto Bem ti vi

O professor vai comandar

Vai criar sua oficina

Aos alunos mediar

Para que novos conceitos

Possam internalizar



É assim que o aluno

Supera conhecimento

Vai ter gosto por leitura

O cordel é um instrumento

Esse gênero literário

Amplia o conhecimento

O projeto Bem ti vi

A escola dá as mãos

Para fomentar leitores

Tecendo nova visão

Unindo também a arte

Na sua concepção



Enquanto educadora

O cordel utilizei

E foi de muita valia

Lá no meu CMEI

No CMEI Padre Sabino

A semente eu lancei



Por isso e os resultados

Venho aqui compartilhar

Vi os muros da escola

O cordel ultrapassar

E foi ganhando fôlego

Conquistando seu lugar

domingo, 30 de maio de 2010

CORDEL - PROFESSORA SÍRLIA - REDE MUNICIPAL DE NATAL









Professora Sília

LÍNGUA NÃO ERRA

Sírlia Sousa de Lima
Eu li um livro

Que me chamou atenção

Vi que tem muitos autores

Andando na contramão

Ao invés de contribuir

Só confunde o cidadão



Professores sempre foram

Para os alunos um espelho

Mas se ERRAM a palavra

Logo grifam de vermelho

Estacionam os estudos

E não pedem nem conselho



Bagno nos pôs a pensar

Também nos fez refletir

Qual será a causa

Para o ERRO existir

Ou será que não existe?

Mas devemos insistir


Insistir em manter

Essa importante discussão

Já que o ERRO é difundido

Dentro da educação

Tem podado os alunos

Limitado a criação


Acreditando em autores

Do tempo da inquisição

Não reflete o que lê

Acata sem discussão

Disseminando males

E causando confusão



Fazem-nos acreditar

Que o ERRO de fato existe

Constrangendo as pessoas

As deixando muito triste

Perpetuando essa idéia

Que com o tempo persiste



Pelas letras ter errado

Ela grafou a palavra

Conforme pronunciado

Isso não consiste em ERRO

A ciência tem provado



A linguagem humana

É socialmente construída

Pela sua vivencia

Sua história de vida

É por isso que a linguagem

Não deve ser reprimida



Quem não sabe se expressar

Nesse país morre a míngua

Vive sempre desprezado

Excomungado da língua

Preconceito enraizado

De uma época longínqua



O preconceito lingüístico

É algo que me intriga

Pois nos comunicamos

Mesmo dentro da barriga

Em defesa da Língua

Eu vou comprar essa briga



Esse pensamento

Já está ultrapassado

Pois não pode ser gente

Só o sujeito letrado

Tem gente inteligente

Trabalhando em roçado



Nem precisa de palavra

Para haver comunicação

Basta apenas um gesto

Já se tem compreensão

Faz-se uso de sinais

E Também da emoção



Tem gente traumatizada

Pelo medo de errar

Por causa desse temor

Reprova em vestibular

Mesmo sendo inteligente

Sente medo de arriscar



A Língua portuguesa

É uma língua complexa

Mas se prende a ortografia

Isso me deixa perplexa

Desperdiça a riqueza

E arbitrariedade anexa




Lembre-se que o professor

É formador de opinião

Pra conquistar o respeito

Não cometa aberração

De persistir no ERRO

Sem motivo, sem razão



O livro do qual falei

É o Preconceito lingüístico

Um parceiro agradável

Um apoio logístico

Uma abordagem tão rica

Não tem teor místico



É feito de verdades

E não de enganação

Esclarece a todos

Do jovem ao ancião

Pra resgatar a estima

Tirá-los da exclusão



Como disse Bagno

Abandone o preconceito

A língua é como a vida

Para tudo se acha um jeito

Basta ter vontade

E muito amor no seu peito